terça-feira, 13 de julho de 2021

Manuscrito Grand Lodge nº1 (1583)

 Introdução

O manuscrito Grand Lodge nº 1 foi escrito em um pergaminho de 2,74 metros de comprimento por 12,7 centímetros de largura, sendo feito em quatro partes coladas nas extremidades. A data do documento é 25 de dezembro de 1583, apenas quatro dias após a nomeação de William Schaw como Mestre de Obras do Rei da Escócia. Coincidência ou não, é impossível dizer.

A França e a Inglaterra estavam passando por profundas mudanças religiosas. Na França, Henrique III (1551-1589), o último dos Reis Valois1, estava no trono, enquanto na maior parte da Europa, as forças protestantes calvinistas e católicas estavam em guerra por suas diferenças teológicas. Na Inglaterra, a Rainha Virgem Elizabeth I (1533-1603), determinou que a guerra religiosa não irromperia em seu país. A última das Tudors2, obstinada e intransigente, ela trabalhou duro para criar a Igreja da Inglaterra, que descreveu como a via média – o caminho do meio.

Apesar de muitas tentativas de desestabilização e conquista total pelo então papa e potências católicas estrangeiras, a Inglaterra permaneceu relativamente pacífica e estável em comparação com a Europa. Não há dúvidas que, no fim das contas, a religião teve pouco efeito no curso do trabalho e na vida dos pedreiros e dos cortadores de pedras. Eles estavam envolvidos em ambos os lados do Canal em um renascimento arquitetônico, abandonando o edifício religioso de estilo gótico para a construção de suntuosas casas principescas e aristocráticas.

O documento

O manuscrito Grand Lodge nº1, assim nomeado por ter sido adquirido e preservado pela Grande Loja Unida da Inglaterra em 1839, por 25 libras, da bisneta da segunda esposa de Thomas Dunckerley, que foi um Grão-Mestre Provincial de várias províncias inglesas, além de ser o possível criador do grau da Marca.

Thomas Dunckerley (1724 – 1795)

Apesar da caligrafia ser compatível com o ano de 1583, a linguagem é bem mais antiga, levando a crer que é uma cópia de um documento anterior a pelo menos um século. O conteúdo do Manuscrito Grand Lodge nº1 conta a mesma história que o Manuscrito Dowland (escrito em aproximadamente 1550) com pequenas mudanças.

O Grand Lodge nº1 é um dos mais antigos Old Charges Ingleses, depois do Manuscrito Regius (1390) e do Manuscrito Cooke (1410). Assim como nos outros manuscritos reconhecidos, ele inclui uma definição das sete ciências liberais, uma evocação da história do ofício de pedreiro desde a terra do Egito até a Inglaterra e, finalmente, uma declaração de regulamentos que devem ser estritamente observados pelos maçons.

O texto do manuscrito

(Tradução livre por Luciano R. Rodrigues, sem adaptações, de modo a manter o mais próximo do texto original)

O poder do Pai do céu, e a sabedoria do Filho glorioso, através da graça de Deus, e a bondade do Espírito Santo, que são três pessoas em um Deus, estejam conosco no começo, e nos deem graça assim, para nos governar aqui nesta vida, para que possamos chegar à Sua bênção, que nunca terá fim. Amém.

BONS IRMÃOS e Companheiros, nosso objetivo é contar a vocês, como e de que maneira esse digno Ofício de Maçonaria foi iniciado e depois como ele foi mantido e sustentado por dignos reis e príncipes e muitos outros homens notáveis. E também, para aqueles que estão aqui, declararemos os deveres que pertencem a todo verdadeiro maçom para manter em boa fé; e, portanto, prestem muita atenção a ela, pois é uma ciência que merece ser guardada, pois é um ofício digno; e é uma das sete ciências liberais.

Os nomes das sete ciências liberais são:

  • A primeira é a Gramática que ensina um homem a falar e escrever corretamente;
  • A segunda é a Retórica que ensina um homem a falar bem, em termos sutis;
  • A terceira é a Dialética [Lógica], que ensina um homem a discernir a verdade da falsidade.
  • A quarta é a Aritmética, que ensina um homem a calcular e contar todos os tipos de números;
  • A quinta é a Geometria, que ensina um homem a limitar e medir a terra e todas as outras coisas, ciência que é chamada de geometria3.
  • A sexta ciência é chamada de Música que ensina a um homem o ofício da música e a voz da língua, órgão, harpa e trompete.
  • A sétima ciência é chamada Astronomia, que ensina um homem a conhecer o curso do sol, da lua e das estrelas.

ESSAS são as sete ciências liberais, todas baseadas em uma, ou seja, a geometria. E um homem pode provar que a Ciência do mundo está fundamentada na Geometria, pois ensina a um homem a medida e peso de todas as coisas na Terra; pois não há homem que possa trabalhar em qualquer Ofício, se ele não trabalha por alguma medida ou peso; nem qualquer homem que compre ou venda, mas por alguma medida ou peso, e tudo isso é Geometria.

Comerciantes e todos os artesãos, e outros que usam as sete ciências, e especialmente os lavradores e agricultores de todos os tipos de grãos e sementes, os plantadores de vinhedos e plantadores de outras frutas: pois ninguém pode agir sem a geometria; nem na gramática, na retórica ou na astronomia, nem em nenhum dos outros, qualquer homem pode encontrar comprimento ou medida sem a geometria. Então, acho que essa ciência pode muito bem ser chamada de ciência mais digna, pois é a base de todas as outras.

Agora vou lhe contar como essa ciência valiosa foi iniciada. Antes do dilúvio de Noé, havia um homem chamado Lamech, como está escrito na Bíblia no quarto capítulo de Gênesis. E esse Lamech tinha duas esposas: uma chamada Ada e a outra Sela; por sua primeira esposa Ada, ele teve dois filhos, um chamado Jabal e o outro Jubal. Por sua outra esposa, Sela, ele teve um filho e uma filha; esses quatro filhos fundaram o começo de todas as ciências do mundo. O filho mais velho Jabal descobriu a Ciência da Geometria; ele mantinha rebanhos de ovelhas e cordeiros nos campos e construiu uma casa de pedra e madeira, como é observado no capítulo acima. Seu irmão Jubal fundou a Ciência da Música, em canto da língua, harpa e órgão. O terceiro irmão, Tubalcain, fundou o ofício do ferreiro em ouro, prata, cobre e ferro. E a filha fundou o ofício de tecer.

Esses filhos sabiam muito bem que Deus se vingaria pelos pecados [do homem], seja pelo fogo ou pela água; então eles escreveram as Ciências que haviam fundado em dois pilares de pedra, para serem encontrados após o dilúvio de Noé. Uma pedra era mármore que não queimava com fogo e a outra era feita com uma substância chamada cerâmica, porque não se afogaria em água. Nossa intenção agora é contar a você como e de que maneira essas pedras foram encontradas nas quais foram escritas essas ciências.

O grande Hermes, que era filho de Cush4, que era filho de Shem, que era filho de Noé, esse mesmo Hermes, que mais tarde foi chamado Hermes o Pai da Sabedoria, encontrou um dos dois pilares e as ciências que foram escritas nele. Ele os ensinou a outros homens. Na construção da Torre da Babilônia [Babel], a Maçonaria foi muito estimada. O rei da Babilônia, chamado Nimrod, era um maçom e ele amava bem os maçons e sua ciência, como dito por “Mestre de Histórias”5. E quando a cidade de Nínive e outras cidades do Oriente foram construídas, Nimrod, rei da Babilônia, enviou para lá, quarenta maçons6 a pedido do rei de Nínive, primo dele; e quando os enviou, deu-lhes um dever desta maneira: que eles fossem fiéis um ao outro; que eles deveriam viver verdadeiramente juntos; que eles servissem ao Senhor [empregador] verdadeiramente pelos seus salários, para que o mestre de tarefas seja tratado com o máximo respeito com tudo o que foi devido à sua posição. Ele lhes deu mais Deveres, e esta foi a primeira vez que um Maçom teve Deveres de seu Ofício.

Além disso, Abraão e Sara, sua esposa, foram para o Egito, onde ensinaram aos egípcios as sete ciências que possuíam; e [eles] tinham um estudante digno chamado Euclides, que aprendeu bem e se tornou um mestre de todas as sete ciências; e, em seus dias, aconteceu que os senhores e proprietários da terra tiveram tantos filhos, alguns de suas esposas e outros de outras damas do Reino, pois essa terra era quente e abundante de geração; e eles não tinham meios de subsistência suficientes para alimentar seus filhos, o que lhes causava muita atenção.

O rei daquela terra convocou um grande conselho para consultar como eles poderiam providenciar para que seus filhos vivessem honestamente como cavalheiros; e eles não conseguiram encontrar uma boa solução. Por isso, proclamava-se em todo o mundo que, se alguém pudesse encontrar uma solução para o problema, ele teria que procurá-los e seria bem recompensado por seu trabalho e ficaria muito satisfeito. Depois desta proclamação, o digno escrivão Euclides veio e disse ao rei e a todos os seus grandes nobres:

“Se vocês me trouxerem seus filhos para governar e ensinar-lhes uma das sete ciências, eles podem viver honestamente como os senhores deveriam fazer. Isso sob a condição de que vocês me concedam, e a eles, poder para governá-los da maneira que as Ciências devem ser governadas”.

O rei e todo o seu Conselho, concordaram com isso imediatamente e selaram a Comissão; e então essa pessoa digna tomou para si os filhos dos senhores e ensinou-lhes a Ciência da Geometria, e a praticar o trabalho em pedras, de todo tipo de trabalho que pertence à construção de igrejas, templos, castelos, torres, mansões e todos os outros tipos de edifícios; e ele lhes deu um Dever desta maneira:

PRIMEIRO, que eles sejam fiéis ao rei e aos senhores a quem servem; que eles se amem bem e sejam fiéis um ao outro; que eles devem chamar um ao outro de Companheiro ou Irmão e não servo, escudeiro ou qualquer outro nome sujo; que eles realmente façam por merecer o dinheiro que receberam do Senhor ou do Mestre que servirem; e que eles não devem escolher por causa da amizade, nem da família, nem da riqueza, nem permitir que alguém que não fosse qualificado na arte da Maçonaria se tornasse um Mestre da obra, para que o Senhor seja mal servido e desonrado; e também que eles devem chamar o governador do trabalho como mestre, durante o tempo em que trabalhem com ele. Havia muitos outros deveres, que são longos demais para serem revelados.

E a todos esses deveres, Euclides os fez fazer um grande juramento, que os homens usavam naquele tempo; e ele lhes ordenou um salário razoável para que pudessem viver honestamente; também que eles deveriam se reunir uma vez por ano e consultar como eles poderiam trabalhar melhor para o lucro de seu Senhor e seu próprio crédito; e corrigir dentro de si quem poderia ter invadido o ofício. E esse digno escrivão Euclides, deu o nome de Geometria ao que agora é chamado nesta Terra como Maçonaria.

Depois, que os filhos de Israel chegaram à terra de Behest, que hoje é chamada por nós de Jerusalém, o Rei Davi iniciou o templo, chamado Templum Domini, e por nós é chamado Templo de Jerusalém. E o referido rei Davi amou bem os maçons e os apreciou muito, e ele lhes deu um bom salário, e também deveres e condutas, como ele aprendeu que haviam sido dados no Egito por Euclides, e outros deveres que você ouvirá mais tarde. Após a morte do Rei Davi, Salomão, seu filho, terminou o referido templo que seu pai havia começado. Ele enviou maçons para muitos países e terras, e os reuniu para que ele tivesse oitenta mil trabalhadores de pedra que foram chamados maçons, e dentre esses ele escolheu três mil que foram ordenados para serem mestres e governadores de suas obras.

Além disso, havia um rei de outra região que os homens chamavam Hiram, que amava bem o Rei Salomão e lhe deu madeira para seu trabalho. E ele tinha um filho chamado Amon [ou nome similar], que era um mestre em Geometria e um mestre chefe de todos os maçons, como ele mestre em gravuras, esculturas e todo tipo de alvenaria conectado ao templo, como aparece nas Escrituras, no Quarto Livro dos Reis, capítulo 3. Salomão confirmou os deveres e condutas que seu pai havia dado aos maçons, e assim o digno Ofício da Maçonaria foi confirmado no país de Jerusalém, e em muitos outros reinos.

CURIOSOS Artesãos caminharam amplamente por outros países, alguns para aprender mais ofícios e outros para ensinar outros que tinham pouca habilidade e astúcia. E aconteceu que havia um maçom curioso chamado Naymus Graecus7 [ou nome semelhante] que estava na construção do Templo de Salomão; ele foi para a França e lá ensinou a Ciência da Maçonaria a homens daquela terra. E havia um da linhagem real da França chamado Charles Martel, e ele era um homem que amava muito esse ofício, e chegou a este Naymus Graecus, aprendeu com ele o ofício e assumiu os deveres e condutas. Depois, pela providência de Deus, ele foi eleito rei da França; e quando ele estava em sua propriedade, ele tomou e ajudou a fazer homens maçons que antes não eram; e ele lhes deu os deveres e condutas, e um bom salário, como aprendera com outros maçons; ele também confirmou para eles uma Licença para realizar a Assembléia anual onde quisessem, e os protegeu muito bem, e assim veio o Ofício para a França.

A INGLATERRA, durante todo esse tempo, ficou isenta de qualquer regulamento da Maçonaria, até a época de Santo Albano, e em seus dias, o rei da Inglaterra, então pagão, cercou a cidade que hoje é chamada St. Albans. E Santo Albano era um cavaleiro e mordomo digno da casa do rei, e tinha o governo do reino e também dos muros da cidade; ele amava e valorizava muito os maçons e fazia com que pagassem bem (de acordo com a posição do reino), pois lhes dava 2 xelins, 6 centavos por semana e três centavos à sua alegria [comida e bebida]; pois antes desse tempo, em toda a terra, um maçom levava apenas um centavo por dia e sua carne, até que Santo Albano o alterou. Ele comprou para eles [os maçons] um Alvará do Rei e sua Autorização, para reunir um conselho geral, e deu a ele o nome de Assembleia; e depois de se tornar [um pedreiro], ele ajudou a fazer homens maçons, e lhes deu um dever (regra), como você ouvirá logo em breve.

Após a morte de Santo Albano, houve grandes guerras na Inglaterra, que surgiram de muitas nações, de modo que o bom domínio da Maçonaria foi destruído; até os dias do nobre Athelstan, que era um rei digno da Inglaterra, que trouxe a terra para um bom descanso e paz e construiu muitas grandes obras, como abadias, torres e muitos outros edifícios. Ele amava bem maçons; e ele tinha um filho chamado Edwin, que amava os maçons muito mais do que seu pai e era um grande praticante de geometria. Ele costumava conversar com os maçons para aprender o ofício com eles; e depois pelo amor que ele tinha pelos maçons e por seu ofício, ele foi feito maçom. Ele comprou para eles do Rei, seu pai, uma Carta (Licença) e uma Autorização para realizar todos os anos uma Assembleia, onde quisessem dentro do reino da Inglaterra, a fim de corrigir entre si todas as falhas e ofensas que foram feitas no Ofício; e ele próprio realizou uma assembléia em York, e lá fez maçons, deu-lhes deveres e ensinou-lhes boas maneiras, e ordenou que essa regra fosse mantida para sempre; Ele lhes deu também a Carta e a Autorização para manter, e também fez um Decreto que deveria ser renovado de rei para rei.

E quando a Assembleia se reuniu, ele [Edwin] proclamou que todos os maçons que tivessem quaisquer escritos ou entendimento dos deveres e condutas que haviam sido feitas antes nesta terra ou em qualquer outra, deveriam trazê-los adiante; e quando isso foi feito, alguns foram encontrados em francês, outros em grego e outros em inglês e outros em outros idiomas, mas a mesma intenção foi encontrada em todos eles. Ele [Edwin] fez um livro lá sobre como o ofício foi fundado, e ele próprio ordenou que fosse lido quando qualquer maçom fosse feito. Desde aquele dia até agora, as condutas dos maçons foram mantidas e observadas dessa forma, assim como os homens podem observá-la e governá-la.

Além disso, em várias assembleias, foram adicionados certos encargos, feitos e ordenados com a melhor recomendação de mestres e companheiros.

“Tunc Vnus ex Senioribus tenent libru & ille vel illi apposuerut manus sub libru et tunc precepta deberent legi &c.”

[Traduzido do latim – “Então, um dos anciãos estenda o livro para quem está prestando juramento e coloque a mão no livro ou em cima do livro, enquanto os Artigos e Normas são lidos.”]8

TODO homem que é maçom presta muita atenção a essas regras e, se alguém se considera culpado de alguma delas, deve emendar-se diante de Deus. E, em particular, você será cobrado, cuide bem de manter esses deveres corretamente, pois é de grande risco e grande perigo para um homem, fazer falso juramento sobre um livro.

  1. – A primeira regra é que você deve ser verdadeiro homem de Deus e da Santa Igreja, e que não use erro nem heresia em seu próprio entendimento, e seja homem discreto e sábio em cada coisa.
  2. – Vocês serão verdadeiros vassalos do rei da Inglaterra, sem nenhuma traição ou falsidade; e se vocês souberem de algum que se altere em particular, se puder, ou então avisem ao rei e seu conselho, declarando-o a seus oficiais.
  3. – Vocês devem ser fiéis um ao outro, ou seja, a todos os Maçons do Ofício da Maçonaria que são admitidos Maçons9, e fazer a eles como gostariam que fizessem a vocês.
  4. – Vocês devem manter verdadeiramente todos os conselhos de seus companheiros, quer sejam expressos na Loja ou na Câmara, e todos os outros conselhos que devem ser mantidos pelo caminho da Maçonaria.
  5. – Além disso, nenhum maçom será ladrão, enquanto ele viver.
  6. – Além disso, vocês devem ser fiéis um ao outro, e ao Senhor, ou Mestre, que servem; e realmente cuidar do seu lucro e ganho.
  7. – E também, vocês chamarão os maçons de irmãos ou companheiros, e não usarão nenhum nome sujo.
  8. – E também, vocês não devem levar a esposa de seus companheiros em vilania, nem desejar de forma ímpia sua filha, nem seu servo, nem o colocar em descrédito.
  9. – E também, que vocês pagarão verdadeiramente por sua carne e bebida onde quer que vão a mesa, e também que não façam nada errado no local em que vão consumir, por meio do qual o Ofício possa ser difamado.

ESTES são os regulamentos em geral, que dizem respeito a todo maçom, que devem ser mantidos por mestres e companheiros. Agora repetirei algumas outras regras singulares que dizem respeito a mestres e companheiros:

  1. – Que nenhum mestre ou companheiro deve assumir sobre si a obra de qualquer Senhor, ou a obra de qualquer outro homem, a menos que se saiba que possui habilidade e astúcia suficientes para realizá-la de tal maneira que o Ofício não receba calúnia ou desonra, mas que o Senhor esteja bem e verdadeiramente servido.
  2. – Além disso, que nenhum Mestre [deve] realizar qualquer trabalho a taxas irracionais, para que o Senhor ou o proprietário sejam bem servidos com o seu próprio bem e o Mestre [possa] viver honestamente e pagar verdadeiramente aos seus companheiros o seu salário, como é a conduta.
  3. – Além disso, que nenhum mestre nem companheiro deve suplantar outros de seu trabalho; isto é, se ele tomou um trabalho em mãos ou se mantém como mestre do trabalho do Senhor, ele não o excluirá, a menos que seja incapaz de concluir o trabalho.
  4. – E também, que nenhum Mestre ou Companheiro deve tomar aprendiz pelo período de sete anos, e que esse Aprendiz poderá nascer, isto é, nascido livre e com todos os seus membros, como um homem deve ser.
  5. – E também, que nenhum Mestre ou Companheiro tomará qualquer valor de um aprendiz, para se tornar um Maçom, sem o consentimento e conselho de seus companheiros; e levá-lo por não menos de seis ou sete anos.
  6. – E aquele que for feito Maçom deve ser capaz em todos os graus, isto é, nascido livre, de boa família e não escravo; e também que ele tenha seus membros corretos, como um homem deveria ter.
  7. – Além disso, nenhum maçom tomará um aprendiz a menos que tenha ocupação suficiente para ele, ou empregar dois ou três companheiros, no mínimo.
  8. – E também, que nenhum Mestre ou companheiro deve tomar o trabalho de qualquer homem como tarefa que costumava ser feita como jornada.
  9. – Além disso, todo Mestre deve dar salário a seus companheiros como eles merecem, para que ele não seja enganado por falsos obreiros.
  10. – Além disso, que nenhum maçom calunie outro pelas costas para fazê-lo perder seu bom nome ou suas posses mundanas.
  11. – Além disso, nenhum sujeito, dentro ou fora da Loja, deve responder a outro de maneira ímpia ou censuradora, sem uma causa razoável.
  12. – Além disso, todo maçom reverenciará seu irmão mais velho e o honrará.
  13. – E também que nenhum maçom deve ser um jogador comum no jogo de azar ou dado, ou em qualquer outro jogo ilegal, pelo qual o Ofício possa ser difamado.
  14. – E também, que nenhum maçom seja lascivo ou obsceno, pelo qual o Ofício possa ser difamado.
  15. – E também, que nenhum companheiro deve entrar à noite na cidade, onde há uma Loja de companheiros, sem ter um companheiro com ele, que possa testemunhar que ele estava em lugares honestos.
  16. – Além disso, todo Mestre e Companheiro deve comparecer à Assembleia de Maçons, se ele estiver a 80 quilômetros dele, se ele tiver algum aviso.
  17. – E se ele tiver infringido o Ofício, obedecerá à sentença dos Mestres e companheiros.
  18. – Também que todos os Mestre e Companheiros que infringirem o Ofício, permanecerão à disposição dos Mestres e Companheiros que decidirão sobre seu caso; se não conseguirem nenhum acordo, o caso será encaminhado ao Tribunal de Direito Comum.
  19. – Além disso, nenhum Mestre ou Companheiro deve fazer qualquer molde, nem esquadro, nem régua de qualquer Camada, nem estabelecer uma Camada dentro da Loja ou fora dela, para cortar as pedras do molde.
  20. – E também que todo maçom receba e cuide de companheiros desconhecidos, quando saírem de outros países; e colocá-los em trabalho, se puder, como é habitual, ou seja, se eles tiverem pedras modelo naquele lugar, caso contrário, ele os ajudará com dinheiro para chegar ao próximo alojamento.
  21. – Além disso, todo maçom deve realmente servir ao Senhor por seu salário e todo Mestre terminar seu trabalho, seja tarefa ou jornada, se ele tem seus comandos e o que deve ter.

ESTAS regras que agora ensaiamos para você e todas as outras que pertencem aos maçons devem permanecer. Então Deus te ajude e ao seu Julgamento Sagrado. E por este livro em sua mão até seu poder.

Amém, que assim seja.

Scriptum Anno Domini 1583 [Escrito no Ano do Senhor 1583]

Die Decembris 25. [Dia 25 de Dezembro]

NOTAS

1 – Casa de Valois é o ramo de uma dinastia que reinou na França entre 1328 e 1589. A Casa de Valois é originária dos descendentes de Carlos, Conde de Valois, também Imperador de Constantinopla, filho de Filipe III de França.

2 – Casa de Tudor foi uma casa real inglesa de origem galesa, descendente dos tudores de Penmynydd. Os monarcas Tudor governaram o Reino da Inglaterra e seus reinos, incluindo seu País de Gales e o senhorio da Irlanda (mais tarde o Reino da Irlanda) de 1485 a 1603.

3 – Neste manuscrito diz-se que A Ciência da Geometria é chamada … Geometria; quando é claramente especificado no Manuscrito Inigo Jones (1607) e no Manuscrito Sloane Nº 3848 (1646) que a quinta Ciência, Geometria, também é chamada de Ciência da Maçonaria.

4 – Não existe Cush em Gênesis. Ham, o irmão de Shem, no entanto, tem um filho chamado Cush.

5 – “Mestre em Histórias”, foi o apelido dado a Petrus Comestor (1110-1179), teólogo e cânone da Abadia de São Victor em Paris.

6 – O número de maçons enviados por Nimrod ao seu primo Asshur é quarenta, no entanto, no Manuscrito Cooke, foram enviados 3.000 maçons. No Manuscrito Sloane nº 3848 foram enviados apenas seis maçons e em outras Constituições Antigas, são sessenta os enviados.

7 – Naymus Grecus, também chamado Naemus Graecus, Manus Graecus, Memon Grecus, Marcus Graecus ou Namus Grenatus, é um personagem mítico sem origem precisa. Depois de servir ao rei Salomão (século 10 A.C.), de acordo com a história, ele teria introduzido a Ciência da Maçonaria no reino de Charles Martel (século oito D.C.), que se tornaria seu protetor.

8 – O texto original não especifica o que é “O Livro”, mas, de acordo com a tradição do ofício, esse deveria ser o Livro de Deveres (Regulamentos) e não a Bíblia.

9 – O significado de Maçom Admitido neste manuscrito, bem como no Manuscrito York Nº1, é incerto. Albert Mackey (1807-1881) pensou que poderia ser uma forma primitiva de Maçom Aceito, um homem que não pratica maçonaria manual, que foi aceito na Loja por várias razões. Também pode significar alguém que é reconhecido como maçom, como um pedreiro em viagem que mostrou que foi iniciado e tem direito a ser tratado como um irmão.

Bibliografia

http://www.themasonictrowel.com/Articles/Manuscripts/manuscripts/grand_lodge_ms_1/grand_lodge_no1_manuscript.htm

quarta-feira, 21 de março de 2018

Conheça e Siga Seu Próprio Caminho

A vida é uma jornada única, jamais idêntica entre duas pessoas, por mais que apresente muitas semelhanças quando comparadas. Assim sendo, viva a sua jornada, caminhe pela sua estrada, peregrine pela sua senda e encare tanto a magia das revelações quanto o susto dos obstáculos, ou contratempos, como parte do seu processo individual de amadurecimento e aprimoramento. Em outras palavras, evite a tentação, ou a facilidade, de andar no mesmo trajeto de outras pessoas, de fazer o que os outros fazem, de tentar ser o que os outros são, pois por mais sinuoso e aparentemente desconhecido que seja o seu caminho pessoal, ele é infinitamente mais interessante, estimulante e recompensador do que tentar imitar os passos de outra pessoa, ou seja, você é único, portanto, tens que desbravar, ou inventar, o teu próprio caminho.

(Tadany – 02 02 18)

terça-feira, 4 de abril de 2017

Os sete princípios



Os Sete Princípios são: 

Lei do Mentalismo 
Lei da Correspondência 
Lei da Vibração 
Lei da Polaridade 
Lei do Ritmo 
Lei do Gênero 
Lei da Causa e Efeito




1. Lei do Mentalismo:

"O Todo é Mente; O Universo é Mental."


Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que,é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é Incognoscível e Indefinível em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.


A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá−la de maneira casual.



2. Lei da Correspondência: 
"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima." 

Este Princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima." A compreensão deste Princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio de Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal.




3. Lei Vibração:

"Nada está parado; tudo se move;tudo vibra." 

Este Princípio encerra a verdade que tudo está em movimento: tudo vibra; nada está parado; fato que a Ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. E contudo este Princípio hermético foi enunciado há milhares de anos pelos Mestres do antigo Egito.


Este Princípio explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. Desde O TODO, que é Puro Espírito, até a forma mais grosseira da Matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.


Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre estes pólos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também nos planos espirituais.



4. Lei da Polaridade: 
"Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto;o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados."


Este Princípio encerra a verdade: tudo é Duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto, que formava um velho axioma hermético. Ele explica os velhos paradoxos, que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: A Tese e a Antítese são idênticas em natureza, mas diferentes em grau; os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau; os pares de opostos podem ser reconciliados; os extremos se tocam; tudo existe e não existe ao mesmo tempo; todas as verdades são meias−verdades; toda verdade é meio−falsa; há dois lados em tudo, etc., etc. 

Ele explica que em tudo há dois pólos ou aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. Por exemplo: o Calor e o Frio, ainda que sejam; opostos, são a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste simplesmente na variação de graus dessa mesma coisa.


Princípio se manifesta no caso da Luz e da Obscuridade, que são a mesma coisa, consistindo a diferença simplesmente nas variações de graus entre os dois pólos do fenômeno Onde cessa a obscuridade e começa a luz? Qual é a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o forte e o fraco? Entre o branco e o preto? Entre o perspicaz e onéscio? Entre o alto e o baixo? Entre o positivo e o negativo.


O Princípio de Polaridade explica estes paradoxos e nenhum outro Princípio pode excedê−lo. O mesmo Princípio opera no Plano mental. Permitiu−nos tomar um exemplo extremo: o do Amor e o ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de ódio e graus de Amor, e um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que às vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isto (coisa que os Hermetistas consideram de máxima importância), é possível mudar as vibrações de ódio em vibrações de Amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros.



5. Lei do Ritmo: 
"Tudo tem fluxo e refluxo; tudo ,em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação." 


Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré −alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.



6. Lei do Gênero: 
"O Genero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos." 

Este princípio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo; que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em ação. Isto é certo não só no Plano físico, mas também nos Planos mental e espiritual. No Plano físico este Princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo Princípio. 

O Princípio de Gênero opera sempre na direção da geração, regeneração e criação’.Todas as coisas e todas as pessoas contêm em si os dois Elementos deste grande Princípio. Todas as coisas machos têm também o Elemento feminino; todas as coisas fêmeas têm o Elemento masculino. Se compreenderdes a filosofia da Criação, Geração e Regeneração mentais, podereis estudar e compreender este Princípio hermético. Ele contém a solução de muitos mistérios da Vida.



7. Lei da Causa e Efeito: 
"Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei."


Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que, no entanto, existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Homenagem às Mulheres



No princípio, quando o Grande Arquiteto estava materializando o universo, os dias contemplados para a Sua Obra estavam chegando ao final, Ele já havia manifestado todas as benesses da Sua prodigiosa imaginação e, para tanto, tinha se exaurido de todos os materiais e ferramentas que alocara para tão magnânima tarefa.


No entanto, ainda Lhe faltava mais um elemento de Sua Construção, era a Mulher. Mas, como já havia findado seus recursos, o Ser Supremo viu-se frente a um dilema sobre como proceder para materializar a última peça do Seu Magnum Opus.


Felizmente, um anjo que lhe assessorava, aproximou-se e cochichou algumas palavras ao Seu ouvido e, naquele momento, Deus fitou-lhe com um olhar que apenas Sua gratidão poderia exprimir e, simultaneamente, começou Seu trabalho para criar a Mulher e, para tanto, coletou os seguintes atributos que estavam disponíveis no Seu universo e foi formando o novo ser com...


A perfeita curvatura da lua, as sinuosas linhas das pétalas de rosas, a constante vibração das cascatas, a fineza do vôo do condor, a delicadeza de uma borboleta, a leveza dos flocos de neve, o florescer da natureza primaveril, a alegria dos girassóis, as lágrimas do orvalho da manhã, a imprevisibilidade do vento, a euforia dos cães, a timidez dos coelhos, a vaidade do pavão, a suavidade do peito dos pássaros, a vivacidade dos gatos, o brilho e a firmeza do diamante, a doçura do mel, o ardor do leão, a tristeza da escuridão, a solidão dos lugares inóspitos, a caridade da natureza, a virtude do sol, a sabedoria das plantas, a coragem da águia e, nesta formação, adicionou à estrutura a chama cálida do fogo, o frio estável das geleiras e a firmeza da terra.


Depois, começou a formatação física desenhando o rosto com a forma da lua, a testa como um arco de flecha, as sobrancelhas como folhas de cinamomo, os olhos infinitos como os dos peixes, o nariz como uma flor de sésamo, os lábios carnudos e deliciosos como a fruta do mango, o queixo firme como um arrecife, o pescoço modelado como uma concha, a cintura fina como as leoas, os braços firmes e suaves como galhos de árvore nova, os seios perfeitamente modelados como a simetria das laranjas, as pernas rijas e sinuosas como os cipós, os dentes reluzentes como brilhantes, os cabelos longos e macios como plumas, mãos firmes e delicadas como violetas, pés seguros e confiantes como os lobos e acrescentou o caminhar com a graça e a suntuosidade de um galo, a voz harmônica como o canto dos pássaros e os toques gentis como a brisa do verão.


Ademais, mesclou dosagens equivalentes de sensualidade e espiritualidade, crença e inteligência, formas graciosas e sentimentos sutis e, como amálgama de coesão, agregou rios de fé, mares de esperança, oceanos de amor até que, finalmente, de tão satisfeito e eufórico que estava com Sua própria obra, outorgou à Mulher o mais augusto de todos os atributos, o poder de ser o Gênesis da Humanidade.


Então, após concluir a ultima peça de Sua Venerável Obra, Deus, e o Anjo que a tudo assistia, olharam-se com visões que são inexprimíveis por meio de palavras, mas que preencheram todo o infinito com as mais augustas moléculas.


Finalmente, Deus regalou à Sua última criação o Sopro da Vida e a presenteou ao mundo enquanto sussurrava ao universo a seguinte máxima: “a Mulher é uma benção que fiz ao Homem e o Homem é uma benção que fiz à Mulher”


PARABÉNS a todas as mulheres pelo DIA INTERNACIONAL DA MULHER!!!



PS: Para citar este texto:


Cargnin dos Santos, Tadany. Homenagem às Mulheres. www.tadany.org®







Never underestimate the Power of Love. We can change the world, one loving act at a time. (Tadany)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

5 motivos para NÃO SER Maçon

1. Influência política – Poder
Ao contrário do que muitos pensam, a Maçonaria – pelo menos a maçonaria Regular; e, mesmo quanto à Maçonaria Liberal, acho que são mais as vozes do que as nozes… – não tem mais influência junto do Poder Político do que qualquer outra instituição social. A única influência que a Maçonaria pode exercer é apenas de ordem moral, pelo exemplo dos seus membros através da aplicação dos seus princípios. Engana-se quem pensa que. ao juntar-se à Maçonaria, terá acesso aos corredores do Poder…
Aliás, uma das coisas de que o maçon rapidamente se dá conta,dentro da Ordem, é que é muito mais abrangente a ilusão do Poder, do que este propriamente dito. Ao menos em ambiente democrático, cada um exerce apenas o Poder que os demais lhe reconhecem e admitem que exerçam.
Em Loja, o detentor do Poder, o condutor, o decisor, o que detém os símbolos do Poder é o Venerável Mestre. Pois bem: como todos os que já se sentaram na Cadeira de Salomão rapidamente verificaram, a função de Venerável Mestre é aquela em que, afinal, não se tem mais direitos do que o mais recente Aprendiz e se tem mais deveres do que os restantes Mestres.
Portanto, quem busca o perfume do Poder, procure-o noutro lado, não na Maçonaria. Aqui apenas aprenderá o cumprimento dos seus deveres.

2. Influência económica – negócios e dinheiro
Quem pensar que a entrada na Maçonaria é uma porta aberta para obter contactos e negócios e o propiciar de condições para “subir na vida”, pense outra vez, e pense melhor! Se for este o motivo que o faz desejar entrar na Maçonaria, poupe-se ao trabalho e às despesas. Dentro da Maçonaria fará os mesmos negócios que faria fora dela. O que todos lhe pedirão na maçonaria é que dê algo de si em prol dos outros. Dos demais receberá o que efectivamente necessite e os demais lhe possam dar, não o que deseje ou egoisticamente pense que lhe convenha. Os negócios da Maçonaria são de índole moral e espiritual. Quem deseje entrar no Templo tem que deixar os seus metais à porta deste.

3. Influência social – honrarias e reconhecimento
Na Maçonaria usam-se aventais e colares e jóias, é verdade. Mas o maçon considera tudo isso como meros penduricalhos. A única diferença entre o mais rico, bonito, bordado e colorido avental de Grande Oficial ou de Altos Graus e o simples avental branco de Aprendiz é que quem usa aquele pagou bem mais caro por ele do que o que usa este. Aliás, de todos os aventais que um maçon possa possuir, aquele que para ele tem significado é precisamente o primeiro, o mais simples, o avental branco de aprendiz. Esse é o que qualquer maçon, qualquer que seja o seu grau ou qualidade, pode sempre usar e simbolicamente deve sempre usar. Esse é o adorno que o maçon deve cuidar de manter sempre alvo e puro e, portanto, nunca conspurcado por acções censuráveis ou indignas.
O maçon gosta de usar a jóia de sua Loja, não porque seja bela ou valiosa, mas apenas e tão só porque é um dos símbolos de sua Loja e o seu uso mostra a todos os seus Irmãos o grupo fraterno em que se integra.
O maçon usa colar quando exerce uma função, não porque lhe fique bem, mas apenas e tão só como distintivo de que a está exercendo. Em bom rigor não é o maçon que usa o colar; é o colar de função que usa o maçon…
Nem na sociedade profana o estatuto de maçon atribui qualquer privilégio que não o reconhecimento das eventuais qualidades de quem o seja, nem no interior da Maçonaria o estatuto social, profissional, académico ou de fortuna diferencia um maçon de outro; o mais jovem aprendiz só tem uma maneira de se dirigir ao Muito Respeitável Grão-Mestre (apesar de formalmente lhe dar este tratamento): “meu Irmão”! E é esse mesmo o tratamento que recebe do Grão-Mestre.
Assim, aquele que porventura sonhe ser a maçonaria um local ideal para obter ou reforçar reconhecimento social, não se engane a ele, nem engane os maçons: abstenha-se de pretender ser maçon!

4. Beneficência – ajuda ao próximo
O bem intencionado que porventura procure na Maçonaria o instrumento para dar largas ao seu anseio de ajudar o próximo, de ser beneficente, se é essa a principal razão que o move, se é isso que vê na Maçonaria, também está enganado.
Não que a Solidariedade e a Beneficência não sejam prosseguidas pela Maçonaria. Claro que o são. Mas não é essa a razão de existir da Maçonaria. Não é por causa da Solidariedade e da Beneficência que a Maçonaria existe. A Solidariedade e a Beneficência são simples consequências de se ser maçon.
Em linguagem de “economês”, por muito praticadas que sejam, a Solidariedade e a Beneficência não fazem, no entanto, parte do “core business” (essência) da Maçonaria.
Em linguagem de “industrialês”, por muito importantes que sejam, a Solidariedade e a Beneficência são simples subprodutos da Maçonaria.
Portanto, se são a Solidariedade e a Beneficência que atraem o bem intencionado, e nada mais, e não essencialmente algo mais, então o melhor que o bem intencionado tem a fazer é dar largas ao seu anseio através de outras organizações especialmente vocacionadas para isso. A Ajuda de Berço é uma boa opção. A Cruz Vermelha, também. Os Bombeiros, idem. O Banco Alimentar contra a Fome, a mesma coisa. E muitas mais organizações há que têm na Solidariedade e na beneficência a sua razão de ser. E , mesmo sem se juntar a qualquer organização, certamente na sua rua ou na sua localidade encontrará alguém que necessita da sua ajuda. Dê-lha!

5. Curiosidade – conhecer o “segredo maçónico”
Se é a curiosidade que o faz desejar ser maçon, não se iluda: naquilo que ela pode ser satisfeita, não precisa de ser maçon para o saber.
Quer conhecer as palavras de reconhecimento mútuo dos maçons? Por quem é, não seja por isso, arme-se de um pouco de paciência, leia uns livros, encontre umas obras onde estão transcritos rituais antigos e faça favor! Nunca ouviu dizer que os maçons preservam a Tradição? Então, basta tirar a consequência: o que se fazia antigamente continua válido agora… Mas, o quê? Ser maçon só para tomar conhecimento dessas palavras sem ter de ter o trabalho de procurar? Meu caro, a Preguiça é um Pecado Mortal… Se é só por isso que quer ser maçon, os maçons não querem preguiçosos no seu seio… E – acredite em mim! -, garanto-lhe que vai ter muito mais trabalho e demorar muito mais tempo para tomar conhecimento dessas palavras, grau por grau, do que se ler nos livros certos. Está tudo publicado!
Quer conhecer os sinais secretos dos maçons? Mau caro, o You Tube preenche-lhe o anseio! Siga este atalho e ei-los, não ao vivo e a cores, mas em filme e a preto e branco! Não lhe garanto que tudo o que vir esteja certo, mas posso afirmar-lhe que algo do que vir o está…
Portanto, caro curioso, se é a curiosidade que o move a ser maçon, esqueça! Tem outros meios de a satisfazer!
E, afinal, se o que pretende é apenas conhecer como pensam, o que fazem, de que tratam, os maçons, nem sequer precisa de se incomodar muito: basta-lhe ir lendo o A Partir Pedra…

Rui Bandeira
Artigo publicado no Blog “A Partir Pedra” – 10 ABRIL 2007

quarta-feira, 18 de março de 2015

Pensamento Tadany

A corrupção é primogênita da nossa passividade, minha e tua. Precisamos aceitar o nosso dever de cidadãos para mudar as nefastas realidades que assolam a nossa pátria. 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Leia e reflita...